segunda-feira, 8 de maio de 2017

O SAMBA E A POESIA DE ANTÔNIO MARIA

Antônio Maria nasceu em Recife, na década de 20, e construiu uma carreira que caminhou por alguns vértices: foi comentarista esportivo, cronista, poeta e compositor. Iniciou a carreira bem cedo, aos 17 anos, apresentando um programa musical na Rádio Clube de Pernambuco.  


O autor mudou-se para o Rio de Janeiro em 1940, quando trabalhou como locutor esportivo da Rádio Ipanema, mas a temporada foi curta, sem muitas conquistas profissionais. Após esse período, o poeta passa uma temporada na Bahia, onde trabalha pela primeira vez como diretor, nas Emissoras Associadas. 
A segunda temporada do poeta na cidade maravilhosa é dotada de conquistas na carreira profissional: Antônio Maria é convidado para ser o primeiro diretor de produção da TV Tupi. Nessa época, o autor também escreve importantes crônicas em jornais como O Globo e O Jornal. Entre as principais, “A Noite É Grande’’ e “O Jornal de Antônio Maria.  
O samba foi uma marca registrada nas canções do autor, com 62 composições gravadas, e títulos como “O Amor e Rosa” e “Se eu Morresse Amanhã”. Além de grandes canções e parcerias no mundo da música, como o trabalho com o amigo Vinicius de Moraes, o poeta também compôs importantes jingles publicitários.   
Antônio Maria faleceu no ano de 1964, em Copacabana, vítima de um infarto. O compositor nos deixou uma obra rica em personalidade e grandes parcerias.

terça-feira, 2 de maio de 2017

QUEM FOI ASHBEL GREEN SIMONTON?

Após a Reforma protestante do Século XVI, a Igreja Presbiteriana do Brasil foi fundada pelo missionário Ashbel Green Simonton e hoje é a mais antiga denominação reformada do país. O fundador nasceu na Pensilvânia, em 1833, mas chegou ao Brasil no ano de 1859.  

O Rev. Simonton estudou no colégio de Nova Jersey e, durante essa época, decidiu viver o trabalho missionário fora de seu país. Sua postura inovadora foi fundamental para o surgimento do presbiterianismo no Brasil. 
A Igreja Presbiteriana do Brasil é formada por uma federação de igrejas, com uma teologia e um padrão de culto e de vida comunitária iguais.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

JOAQUIM CARDOSO: ENTRE A ENGENHARIA E A POESIA

Joaquim Cardoso percorreu os caminhos da poesia, da Engenharia e conseguiu ser um verdadeiro mestre nos dois extremos. O poeta nasceu em Recife, no ano de 1897. Iniciou os estudos no Ginásio Pernambucano e conviveu com poetas como Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto. Entre as suas principais obras estão o livro “Poemas” e obras teatrais como “O Coronel de Macambira” e “Poesias Completas” 

O autor é considerado um poeta pós-modernista e sua obra tem características como lirismo e introspecção. Os principais temas de suas obras são as tradições populares do Nordeste, com títulos como “Tarde no Recife” e “Imagens do Nordeste”. Foi também chargista dos jornais Diário da tarde e Diário de Pernambucano.  
O engenheiro ingressa nas ciências exatas em 1915, quando frequentou a Escola Livre de Engenharia de Pernambuco, mas levou 15 anos para concluir o curso em razão das dificuldades financeiras.  Trabalhou com o arquiteto Lúcio Costa e o paisagista Burle Marx, anos depois firmou uma parceria com o arquiteto Oscar Niemeyer. Com ele, realizou os cálculos estruturais do conjunto da Pampulha e de edifícios como o Palácio do Planalto e o Palácio da Alvorada.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A POESIA DE CARLOS PENA FILHO: LIRISMO EM PALAVRAS

Carlos Pena Filho uniu musicalidade e lirismo em sua poesia. A referência das cores é um ponto característico de sua obra, com um interesse focado na cor azul.
O autor é considerado um dos mais importantes poetas pernambucanos do século XX e criou poesias eternas. 


Pena formou-se pela Faculdade de Direito do Recife e foi considerado um poeta político. Sua obra trouxe à tona essa formação, enfatizando aspectos sociais do Recife e Pernambuco. Versátil, compôs músicas de sucesso em parceria com Capiba. A composição mais importante, “A mesma rosa amarela”, foi gravada por vários artistas e participou do movimento Bossa Nova. 
Entre os destaques de sua obra está o soneto “Marinha”, publicado pelo Diário de Pernambuco, e seu livro, “O Tempo da Busca”. 
Infelizmente, a poesia de Carlos Pena foi calada por um trágico acidente de forma prematura. O poeta sofreu um acidente de carro e faleceu com apenas 31 anos de idade.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

O ESTILO PRÓPRIO DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO

João Cabral de melo Neto nasceu em Recife, viveu por alguns anos no Rio de Janeiro e ganhou o mundo como diplomata, passando por vários países. O pai do autor era um senhor de engenho recifense, por isso, o menino passou um bom tempo nos engenhos de açúcar. Por lá, criou uma paixão pela literatura de cordel e escreveu seus primeiros textos com a perspectiva nordestina. 


O autor é considerado um escritor da Geração de 45 ou Terceira fase modernista, já que viveu cronologicamente o período, mas criou um estilo próprio dotado de diversas influências. Sua obra e geração fugiram dos traços modernistas tradicionais, onde o conteúdo estava à frente da forma. 

A produção do escritor foi construída com rigor formal, estrutura fixa e versos rimados, totalmente livre do sentimentalismo encontrado no Romantismo. Os poetas Carlos Drummond de Andrade e Murilo Mendes também influenciaram a obra de João Cabral de Melo Neto, inspirando uma poesia substantiva. 

O auto de Natal pernambucano “Morte e Vida Severina” foi uma importante marco na carreira do autor. Com características de musicalidade, ritmo e redondilhas, o poema propõe uma relação com os problemas sociais do Nordeste e teve seus versos musicados por Chico Buarque para uma adaptação teatral. A música foi regravada mais tarde e se tornou uma faixa do quarto álbum do artista. Além disso, inspirou o filme de mesmo nome dirigido por Zelito Viana. Entre as suas principais produções pode-se listar também “A Educação Pela Pedra” e “O Cão Sem Plumas”.   

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A obra de Manuel Bandeira

O poeta pernambucano iniciou sua obra com a poesia parnasiana, mas a sua marca está registrada com o modernismo.  Nascido em Recife, Bandeira atuou como professor de literatura, tradutor, crítico literário e ocupou uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.


A poesia parnasiana - primeira escola literária explorada pelo autor - é marcada pela forma rígida e conceitos estéticos, fundamentos opostos ao modernismo, que desejava quebrar as barreiras engessadas da literatura clássica.
Com a passagem para o modernismo, o autor começa a explorar suas emoções e anseios, escrevendo textos mais emotivos. As lembranças sobre a infância eram temas bastante recorrentes em sua poesia, assim como o cotidiano. 
Bandeira sofreu com tuberculose durante muitos anos e sua poesia carregava o seu sofrimento. Temas como a morte a solidão são encontrados por diversas vezes.

Entre as suas obras podemos destacar o poema “Os Sapos”, lido na abertura da Semana de Arte Moderna de 1922, “A cinza das horas” e o eterno “Vou-me embora pra Pasárgada”, que segundo Bandeira, foi o poema de mais longa gestação de sua vida.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Manuscritos do autor Machado de Assis estão disponíveis na rede

Machado de Assis, nome com destaque na literatura brasileira, possui uma obra com títulos que passeiam por vários gêneros literários. O escritor foi poeta, romancista, dramaturgo e autor de títulos eternos como “Dom Casmurro”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas” e “Quincas Borba”.


Os manuscritos originais dos títulos de autoria do autor fazem parte de um projeto da Academia Brasileira de Letras, que consiste em digitalizar a obra machadiana de uma forma completa. Contudo, com o grande número de pedidos de leitores interessados, a ABL resolveu antecipar o processo e disponibilizar algumas obras.

No acervo do material digitalizado se encontram os romances “Esaú e Jacó e Memorial de Aires”. Já no gênero dos poemas está o título “O Almada”. Os usuários já podem consultar o site e ter acesso ao material.